Campus party 2009, vulgo “São Paulo Fashion Geek” ou “Nerdstock”, foi o melhor evento do qual participei.
Excluindo-se as falhas de segurança, do banheiro, conforto e principalmente de bom senso dos participantes, não tenho nada a mudar no evento. Essas falhas podem ser facilmente corrigidas, aqui vão os exemplos:
Segurança – falhou com o básico: garantir que os nossos pertences continuassem nos pertencendo. As etiquetas de segurança eram porcas e facilmente substituíveis, fora o fato que os seguranças ‘acreditavam’ muito nas pessoas. Ao sair da área de segurança do evento comummente perguntavam: “Tem laptop na mochila?” Se eu respondesse que não eles me deixavam passar, genial! Não existia revista e os detectores de metal quase não foram usados.
Banheiros – ponto importantíssimo que fez muitos adiarem os banhos. Não sei qual o sistema usado, mas se muitos chuveiros estivessem abertos, a água saia quente, se poucos gelada. No primeiro dia, que fez calor, queriamos pouca gente no banheiro, nos dias seguintes, torciamos por muita. Além disso, é anti higiênico o ralo não dar conta de escoar o banho do campuseiro anterior. Outros problemas no banheiro que me incomodaram foi que a divisória dos boxes só começava acima de uns 50cm, ou seja, enquanto me enchugava ganhava respingos do banho dos outros na perna, e os boxes não terem ganchos para pendurar nada, fazendo com que tivéssemos que improvisar.
Conforto - Acho que todos que passaram 7 dias sentados em cadeiras de plástico condordam comigo. Com tanto patrocínio não dava para ter uma cadeira melhor não? E na área das palestras botaram cerca de 30 puffs. Primeiro, não sou só eu que tenho sono vendo alguem falar durante 1h deitado em um puff e segundo, no segundo dia de evento os puffs já não estavam mais lá, todos já haviam sido roubados pelos campuseiros, em busca de algum conforto.
Bom senso - Pelas leis de São Paulo é proibido fumar em local fechado. PROIBIDO. Parece que ninguem se importou com isso. Era comum ter alguém do seu lado acendendo um cigarro embaixo da mesa. Falta de respeito com o próximo, ou mesmo com o que não estava próximo, mas que também sentia o cheiro. Outra coisa que me deixou bastante chateado foram as caixas de som dos participantes do evento. Ora, usem um fone de ouvido. Eu não sou obrigado a ouvir sertanejo na orelha esquerda e pagode na direita, durante o dia inteiro.
Tirando esses problemas o evento teria sido perfeito!
E o que mais contribuiu para o evento ser perfeito foi:
Diversidade de temas – existiam 12 áreas para palestras, fora o palco principal e a área montada pelo Serpro. Conteúdo para ser exibido não faltou. Concordo que muitas palestras não tinham conteúdo, mas várias outras me fizeram abrir a cabeça. Sai do CP com umas 5 novas coisas para estudar.
Diversidade de pessoas – Como diz o site oficial foram 6655 campuseiros de todos os 27 estados brasileiros e de outros 21 países.
União – Um dos momentos mais “badalados” do evento foi a expulsão do DeLeve. Excluindo-se o julgamento do “porque”, a manifestação foi linda, e mostrou para todos lá que se quisermos algo, é com união que conseguiremos.
Sintonia – Todos estavam com o mesmo pensamento: interação. Acho que por isso o evento foi tão brilhante. Na saida do evento conversei com o pessoal do liberdade telefônica e eles vão lançar o toque de telefone da Campus Party: ÔÔÔÔÔÔ ÔÔÔ ÔÔÔ ÔÔÔ! Que foi sabe o que é!
Manifestações – O que dizer dos indios tecnológicos no evento? Digo tecnológicos pois eles mantém uma rádio digital. Da guerra de avião de papel? Dos Flashmobs de protesto? E do Live Action do Pacman (eu era o fantasma azul escuro)?
Troca de dados – 10Gb realmente não era a velocidade da internet de lá. Só consegui encher 1Tb por causa do DC++. Excelente compartilhador de dados que funciona muito bem, ainda mais na rede interna de lá. Sem ele não teria funcionado.
Campus party de 2010, estarei lá! Sem dúvidas.
