Screenlets | Ubuntu

3, maio, 2009

Visando uma interface mais limpa e prática para o meu desktop estou testando os screenlets no Ubuntu 9.04. Screenlets são aplicações desenvolvidas em python que podem ser descritas como “a representação virtual de coisas que estão/passam por sua mesa”. Ou seja, bloco de notas, relógio, rádio, etc. Vou falar aqui especificamente sobre a instalação e aonde obter as melhores!

Inicialmente, preciso dizer que ele não vem instalado por padrão no Ubuntu 9.04, mas instalá-lo é facílimo. No terminal digite:

sudo apt-get install screenlets

ou pelo Synaptics procure pelo pacote “screenlets” e marque-o para instalação.

Feito isso, entre em Aplicações -> Acessórios -> Screenlets.

Já usei o meu desktop só com as screenlets. Usei a de menu, de extensão do amarok, para exibir a minha pasta pessoal, sensores, bloco de notas, etc. Hoje só uso os sensores e o bloco de notas.

O melhor repositório é o oficial, que aparece na janela dos screenlets e é acessado se você clickar em “Get more screenlets”, ou por esse link aqui!

Já usei a de terminal também, mas hoje foi substituída pelo guake!

Este é o meu desktop com as os sensores e o bloco de notas, extremamente limpo e espaçoso. Ganhar 2 cm na sua tela, não tem preço.

Desktop

Ps.: Lembre-se de marcar a caixa que diz: “Auto start on login”. Sem isso, você vai ter que iniciar e reconfigurar todas as suas screenlets cada vez que iniciar o seu sistema.

Pedro Marins Linux , ,

Guake Terminal | Ubuntu

20, abril, 2009

Recentemente me apresentaram um projeto magnífico: Guake.

Antigamente eu usava o terminator para facilitar a minha vida, era só apertar “Alt+f2″, digitar “ter” e teclar o enter, terminal aberto! Hoje é só uma tecla mágica, f12. Mais um detalhe, já está implementado a função de múltiplos terminais em uma única janela.

Dê uma olhada nestes screenshots aqui para babar com o projeto.

Para instalá-lo é mais fácil ainda, abra o terminal e digite:

sudo apt-get install guake

ou pelo Synaptics procure pelo pacote “guake” e marque-o para instalação.

Feito isso, entre em Aplicações -> Acessórios -> Guake Terminal. Clicke com o botão direito na tela e entre nas preferências, lá você pode editar tudo relativo ao seu terminal em um menu em português, e adivinha o porque: este incrível projeto foi criado por dois desenvolvedores brasileiros: Gabriel Falcão e Lincoln de Sousa. Parabéns.

Para que ele inicie sempre com o seu sistema vá em Sistema -> Preferências -> Aplicativos de sessão, selecione a opção de adicionar e preencha os campos como o exemplo abaixo:Guake Terminal

Abaixo um screenshot do meu desktop com ele aberto:

Guake Terminal - Desktop

Pedro Marins Linux

Recuperando o GRUB | Ubuntu

24, março, 2009

Decidi criar esse post para facilmente acessar esses comandos, quando mais uma vez o Windows da minha máquina bugar e eu tiver que reformatá-la.

Depois da instalação  do sistema, na inicialização, o Windows entrou direto, embora antigamente rodasse em dualboot com o Ubuntu. Depois de pesquisar descobri que, por padrão, toda instalação de Windows remove o GRUB.

Aqui vai a série de comandos para fazer o seu computador voltar ao normal:

1. Insira o Live CD do Ubuntu e selecione a opção de inicialização a partir do CD.

2. Quando o Ubuntu estiver completamente carregado abra o terminal ( Aplicações > Acessórios > Terminal. ) e digite:

sudo grub

Com esse código ele vai carregar o GRUB. Digite:

find /boot/grub/stage1

Este comando irá te retornar a partição aonde o sistema está instalado.

A partir de agora é só entrar com os comandos em sequência que o problema está resolvido.

root (hdX,Y) – Substituindo o X e o Y pelo valor obtido no comando acima.

setup (hd0)

quit

Pronto!

O GRUB estará instalado novamente. Só lembrando: o melhor é instalar o Ubuntu depois do Windows, ou não instalar o Windows!

Pedro Marins Linux ,

Campus party 2009 – considerações finais

28, janeiro, 2009

Campus party 2009, vulgo “São Paulo Fashion Geek” ou “Nerdstock”, foi o melhor evento do qual participei.

Excluindo-se as falhas de segurança, do banheiro, conforto e principalmente de bom senso dos participantes, não tenho nada a mudar no evento. Essas falhas podem ser facilmente corrigidas, aqui vão os exemplos:

Segurança – falhou com o básico: garantir que os nossos pertences continuassem nos pertencendo. As etiquetas de segurança eram porcas e facilmente substituíveis, fora o fato que os seguranças ‘acreditavam’ muito nas pessoas. Ao sair da área de segurança do evento comummente perguntavam: “Tem laptop na mochila?” Se eu respondesse que não eles me deixavam passar, genial! Não existia revista e os detectores de metal quase não foram usados.

Banheiros – ponto importantíssimo que fez muitos adiarem os banhos. Não sei qual o sistema usado, mas se muitos chuveiros estivessem abertos, a água saia quente, se poucos gelada. No primeiro dia, que fez calor, queriamos pouca gente no banheiro, nos dias seguintes, torciamos por muita. Além disso, é anti higiênico o ralo não dar conta de escoar o banho do campuseiro anterior. Outros problemas no banheiro que me incomodaram foi que a divisória dos boxes só começava acima de uns 50cm, ou seja, enquanto me enchugava ganhava respingos do banho dos outros na perna, e os boxes não terem ganchos para pendurar nada, fazendo com que tivéssemos que improvisar.

Conforto - Acho que todos que passaram 7 dias sentados em cadeiras de plástico condordam comigo. Com tanto patrocínio não dava para ter uma cadeira melhor não? E na área das palestras botaram cerca de 30 puffs. Primeiro, não sou só eu que tenho sono vendo alguem falar durante 1h deitado em um puff e segundo, no segundo dia de evento os puffs já não estavam mais lá, todos já haviam sido roubados pelos campuseiros, em busca de algum conforto.

Bom senso - Pelas leis de São Paulo é proibido fumar em local fechado. PROIBIDO. Parece que ninguem se importou com isso. Era comum ter alguém do seu lado acendendo um cigarro embaixo da mesa. Falta de respeito com o próximo, ou mesmo com o que não estava próximo, mas que também sentia o cheiro. Outra coisa que me deixou bastante chateado foram as caixas de som dos participantes do evento. Ora, usem um fone de ouvido. Eu não sou obrigado a ouvir sertanejo na orelha esquerda e pagode na direita, durante o dia inteiro.

Tirando esses problemas o evento teria sido perfeito!

E o que mais contribuiu para o evento ser perfeito foi:

Diversidade de temas – existiam 12 áreas para palestras, fora o palco principal e a área montada pelo Serpro. Conteúdo para ser exibido não faltou. Concordo que muitas palestras não tinham conteúdo, mas várias outras me fizeram abrir a cabeça. Sai do CP com umas 5 novas coisas para estudar.

Diversidade de pessoas – Como diz o site oficial foram 6655 campuseiros de todos os 27 estados brasileiros e de outros 21 países.

União – Um dos momentos mais “badalados” do evento foi a expulsão do DeLeve. Excluindo-se o julgamento do “porque”, a manifestação foi linda, e mostrou para todos lá que se quisermos algo, é com união que conseguiremos.

Sintonia – Todos estavam com o mesmo pensamento: interação. Acho que por isso o evento foi tão brilhante. Na saida do evento conversei com o pessoal do liberdade telefônica e eles vão lançar o toque de telefone da Campus Party: ÔÔÔÔÔÔ ÔÔÔ ÔÔÔ ÔÔÔ! Que foi sabe o que é!

Manifestações – O que dizer dos indios tecnológicos no evento? Digo tecnológicos pois eles mantém uma rádio digital. Da guerra de avião de papel? Dos Flashmobs de protesto? E do Live Action do Pacman (eu era o fantasma azul escuro)?

Troca de dados – 10Gb realmente não era a velocidade da internet de lá. Só consegui encher 1Tb por causa do DC++. Excelente compartilhador de dados que funciona muito bem, ainda mais na rede interna de lá. Sem ele não teria funcionado.

Campus party de 2010, estarei lá! Sem dúvidas.

Pedro Marins Campus Party

Campus party 2009 – quinto dia

24, janeiro, 2009

Bem, ontem o dia foi extremamente extenso. Hoje o post vai ficar grande.

Algumas coisas interessantes aconteceram na hora do almoço. Primeiro, perguntei a mulher que estava nos servindo qual era a carne do dia:

Ela respondeu: “Gato”. Eu, na hora fiquei revoltado e confuso e falei: “É o que ?” Ela com toda a calma do mundo responde novamente: “LARgato”. Ufa!

Logo ao sair da área de refeições passamos em frente ao stand do Serpro. Lá estava um cara dando uma palestra. A frase que ele proferiu vai ficar para sempre na minha vida: “Os mainframes eram aquelas geladeiras que apareciam nos filmes antigos.” E eu pensando que eram só geladeiras.

Companheiro de CP trazendo seu mainframe para o evento.

Companheiro de Campus party trazendo seu mainframe para o evento.

Depois do almoço rolou o debate sobre o Futuro da Internet no Brasil, aonde foi discutido um dos mais idiotas, ao meu ver, projetos de lei. É o projeto de Cybercrimes do senador Azeredo. Este viza exercer um “controle” e monitoramento da internet e os crimes nela praticados. Ridícula a posição dos defensores do projeto. Nós NÃO precisamos de monitoramento.

Saímos daqui umas 7h e fomos para a Praça do Ciclista, na Av. Paulista, aonde pegamos bicicletas emprestadas com a Porto Seguro e saimos para conhecer a pedalada de São Paulo. Genial! Umas das coisas que vai me marcar nessa viagem para cá.

Dormi pensando no grito de guerra deles: “Mais bicicleta, Menos carro!”

Agora é começar a organizar as pedaladas em Niterói e no Rio!

E o CP tá muito bom, amanhã tem mais!

Estou sem disposição para botar as fotos aqui … dá muito trabalho.

Pedro Marins Campus Party

Campus party 2009 – quarto dia

23, janeiro, 2009

Que dia agitado essa quinta-feira. Começamos normalmente o dia até a hora da palestra do Arlindo. Excelente apresentação sobre o OpenStreetMap. E foi nele que passei a tarde, editei por umas 2h o mapa do meu quarteirão. Quem sabe um dia Niterói não vai estar todo mapeado!?

Aos poucos foram surgindo promoções para que estava acompanhando o LiveStream, e foi nessas que ganhamos 2 camisas. Uma do firefox e outra do ‘indexa eu’. A parte da tarde e começo da noite doi tranquila, mas o resto da noite foi agitado, muito agitado.

Começou com o show do DeLeve e refrão com a frase: “Mexe o cu, Mexe o cu, Mexe o culote”. Após ser vaiado 2 vezes a banda não se ligou que não estava agradando e continuou. A revolução dos nerds aconteceu, e foi impressionante. Cerca de 2 mil pessoas vaiando, gritando e levantando suas cadeiras em forma de protesto. Teve até um cara começou a incitar a violência e ameaçar o cantor, mas isso foi reprovável. O que valeu foi o protesto e mostrar que se quisermos nos mexer, conseguiremos. Peço  desculpas por termos ofendido o cantor e banda, mas o calor do momento nos faz não pensar.

Após isso começou o campeonato de FreeCiv, ótimo jogo livre que se baseia no Civilization, e nossa concentração foi roubada por uma confusão nas barracas. Como ninguem conseguia entrar na área do acampamento começaram as especulações: primeiro eram 2 caras que estavam brigando por dividas, depois veio a versão de incêndio nas barracas, seguida pela versão de traição (a namorada do cara queria ficar com o outro e isso gerou uma briga) e várias outras. Hoje quando acordei descobri a verdade: seguranças agrediram 2 campuseiros porque um deles foi confundido com um outro jovem que furou a segurança e entrou com bebida alcoolica no evento. Lamentável.

Hoje o dia promete, e por hoje estou sem fotos, logo a noite tem mais!

Pedro Marins Campus Party

Campus party 2009 – terceiro dia

22, janeiro, 2009

Ontem foi um dia excelente! Começou cedo novamente pelo café da manhã e terminou tarde. Fora o habitual (downloads) o ambiente está mais maneiro, embora mais frio. Aliás, que frio. Estamos na terceira fileira em frente a porta de saída, então tem sempre um vento frio batendo on pescoço e de vez em quando um cheiro de cigarro dos fumantes revoltados. Revoltados porque foram proibidos de fumar dentro do evento, seguindo a lei que estabelece que na cidade de São Paulo não se pode fumar em lugares fechados.

O evento cada vez mais surpreende, sejam pela quantidade de palestras ou pelas pessoas que conhecemos. A rede de contatos só aumenta!

Ontem na hora do almoço aconteceu algo interessante: o potinho de sobremesa continha uma espécie de caldo grosso, perguntei a garçonete o que era e ela falou que era coco. Beleza, comecei a comer o doce de coco e eis que deparo com um pedaço de bolo. Exatamente, um pedaço do bolo que sobrou do café foi parar dentro do doce de coco. A metareciclagem já chegou na cozinha do campus party!

Rolou também um campeonato de Frets on Fire, que rolou de 12:00h até as 3:00 da manhã.

Descobrimos que tem um cara que esta vendendo Red Bull por R$ 1,00 por aqui. É só comprar pelo PagueSeguro no limite de 2 latas por dia! Propaganda inteligente, melhor ‘pragente’ !

Deixei para fazer o post hoje e esqueci se aconteceu algo relevante. Mas, como de costume, seguem as fotos:

Eu e no pc da frente o Caio, mais um do Rio para o Campus Party.

Eu e no pc da frente o Caio, mais um do Rio para o Campus Party.

Dança da chuva para ver se desligavam a música ruim.

Dança da chuva para ver se desligavam a música ruim.

Esse computador custa R$ 14.000,00!

Esse computador custa R$ 14.000,00!

Meu crachá. A pulseira rosa é porque o crachá não estava impresso, a verde é porque o crachá veio errado!

Meu crachá. A pulseira rosa é porque o crachá não estava impresso, a verde é porque o crachá veio errado!

Rock Band! Estou sentado proque estava jogando na bateria.

Rock Band! Estou sentado proque estava jogando na bateria.

Pirataria é crime. Não roube navios!

Pirataria é crime. Não roube navios!

Meu crachá. A pulseira rosa é porque o crachá não estava impresso, a verde é porque o crachá veio errado!

Meu crachá. A pulseira rosa é porque o crachá não estava impresso, a verde é porque o crachá veio errado!

Pedro Marins Campus Party